terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Princípios Teológicos

Teologia é o estudo da revelação que Deus fez a respeito Dele mesmo e da Sua relação com o mundo. O livro-fonte deste estudo é a Bíblia. A teologia procura tirar conclusões sobre vários tópicos, amplos e importantes, presentes na Bíblia. A que se assemelha Deus? Qual é a natureza do homem? Qual é a doutrina da salvação realmente válida? São estes os tipos de assuntos de que trata a teologia.
Você precisa compreender gramaticalmente a Bíblia, antes de compreendê-la teologicamente.
“Você precisa entender o que diz a passagem, antes de poder esperar entender o que ela quer dizer”.
Você terá de compreender o que uma passagem diz, antes de extrair dela quaisquer conclusões doutrinárias.
Uma doutrina não pode ser considerada bíblica, a não ser que resuma e inclua tudo o que a Escritura diz sobre ela.
É estulto chegar a uma conclusão antes de ouvir os argumentos todos. Assim também, é um erro chegar a conclusões a respeito de determinada doutrina antes de estudar tudo que a Bíblia diz sobre o assunto.
Quando parecer que duas doutrinas ensinadas na Bíblia são contraditórias, aceite ambas como escriturísticas, crendo confiamente que elas se explicarão dentro de uma unidade mais elevada.
Existe nas Escrituras certo número de aparentes contradições ou paradoxos. “Aparentes” porque na realidade não o são. Parecem contraditórias porque a mente finita do homem não pode compreender a mente infinita de Deus.
Nossa lealdade não é primeira e primordialmente a um sistema de teologia, mas á Escritura. Quando você interpretar a Bíblia, não permita que a lógica humana a faça dizer nem mais nem menos do que de fato diz. Na proporção em que as Escrituras falam com clareza, você pode falar com clareza. Quando as Escrituras fazem silêncio, você deve ficar em silêncio. Onde a Bíblia ensina duas doutrinas “conflitantes”, você deve seguir o exemplo dela e sustentar ambas, mantendo cada uma em perfeito equilíbrio com a outra.
Você não pode violar um princípio de interpretação a fim de justificar outro. O seu estudo da Bíblia precisa levar em conta todos os princípios, se é que pretende fazer uma interpretação válida.
“A Bíblia é a Palavra de Deus, de tal forma que, quando ela fala, Deus fala”. Não resta dúvida de que as pessoas podem fazer a Bíblia dizer o que querem ouvir, desde que descartem os métodos normais para a compreensão de documentos escritos.
A interpretação deve apoiar-se primeiramente na observação e, depois conduzir á aplicação. Ela é um meio que visa a um fim, não um fim em si mesma. O objetivo do estudo da Bíblia não se limita a apurar o que ela diz e o seu significado; inclui a aplicação dela á vida. Se não aplicarmos as Escrituras, estaremos encurtando o processo como um todo e deixando incompleto o que Deus deseja que façamos.
“A interpretação da Bíblia é uma das questões mais importantes que os cristãos enfrentam hoje. Dela resulta o que cremos, como vivemos, como nos relacionamos e o que temos a oferecer ao mundo”.
Quando transmitimos a Palavra de Deus, seja em aconselhamentos individuais, seja ensinando na escola dominical ou num grupo de estudo bíblico, seja pregando, o conhecimento que passamos, com base no nosso entendimento das Escrituras, sem dúvida alguma influenciará outras pessoas. Suas vidas estão em nossas mãos.
Quando a Bíblia não é interpretada corretamente, a teologia de um indivíduo ou de toda uma igreja pode ser desorientada ou superficial, e seu ministério, desequilibrado.

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