segunda-feira, 29 de junho de 2009

Aliança

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Método Analítico de Estudo da Bíblia

O mitte da reflexão hermenêutica esta na redundância dos fatos, e na exaustividade do pensamento critico contemporâneo. O método analítico esta diretamente ligado a terceira regra da hermenêutica, e deseja contribuir com o trabalho do hermeneuta. Trata-se do exame cuidadoso do capítulo ou passagem bíblica em foco.

Analisar a Bíblia é estudar o objeto do capítulo ou passagem bíblica em seus pormenores, tendo o cuidado de anotar até os mais minúsculos aspectos, é este o objetivo do estudo analítico da Bíblia, não obstante, ser datalhista. Com ele procuramos examinar cuidadosa e completamente uma passagem bíblica. O propósito é compreender o que o hagiógrafo tinha em mente quando escreveu àqueles a quem se dirigia.

Na abordagem analítica se estuda o conteúdo de cada livro. O estudo analítico da Bíblia é o momento exaustivo do estudo da santa palavra de Deus. É fundamental para o completo conhecimento da palavra de Deus, permitindo ao discente deparar-se com o porquê o escritor disse o que disse do modo como disse. O objetivo deste método é reconstruir tão claramente quanto possível o pensamento original do autor. Este método examina tudo como por um microscópio. Usando a ilustração de uma biblioteca, na abordagem analítica você estuda o conteúdo de cada livro.

Regras Para Método Analítico

01 – Leia a passagem cuidadosamente (03 vezes) e aplique as quatro regras.
02 – Bombardeia a passagem com perguntas como: Quem? Quê? Onde? Quando? Por quê? Como?
03 – Anote as palavras chave.
04 – Escreva o que não compreende acerca do texto e especifique.
05 – Descubra o pensamento-chave de cada versículo.
06 – Delimite os assuntos que o pensamento chave esta expressando.
07 – Faça um sumário destes assuntos.
08 – Descubra a idéia eixo dos resultados acima.
09 – Destile esta idéia em uma sentença.
10 – Dê um título para o texto.

domingo, 21 de junho de 2009

Método de Análise do Versículo no Estudo da Bíblia

A base da reflexão hermenêutica busca pressuposto neste método. É o estudo de um só versículo da Bíblia com referência ao seu contexto imediato. A derrocada hermenêutica e exegética da contemporaneidade se explica na ausência ou subtração da aplicação deste método. È improvável conquistar entendimento aprofundado e profícuo, sem observar com atenção este método.

O método de estudo bíblico pela análise do versículo é o estudo mais simples, e é visto com bons olhos pela hermenêutica, pois estabelece uma linha de pensamento sobre um único versículo, considerando o seu contexto imediato, o que nos remete as regras segunda e terceira da hermenutica. Mas, não se deixe enganar por sua simplicidade. É um método de estudo bíblico extremamente proveitoso e recompensador, é um esplêndido lugar para começar. Muitos academicos entenderam ser gratificante esse tipo de estudo, e retornam constantemente a ele em busca de alívio para suas almas.

O estudo bíblico é apenas um método de focagem escriturística. É mister, dedicar-se também a um programa de leitura da Bíblia. Idealmente, é desse programa de leitura que haverá o despertamento do versículo que será estudado. Na margem da sua Bíblia, ou numa folha de papel aparte, se preferir, anote os possíveis versículos para estudo. Quando estiver pronto para iniciar o seu estudo, escolha dessas possibilidades aquela em que quer concentrar-se. Talvez queira considerar a possibilidade de decorar o versículo. Esta combinação no estudo da Bíblia é muito eficaz.


Regras Para Método de Análise do Versículo

1 – Escolha o versículo através de um plano de leitura.
2 – Delimite o contexto.
3 – Aplique as quatro regras básicas.
4 – Resuma cada um dos versículos com suas palavras.
5 – Escolha a aplicação mais viável.
6 – Descubra a idéia eixo da passagem.
7 – Numa sentença escreva a essência da passagem.
8 – Escolha um título para a passagem.

terça-feira, 16 de junho de 2009

As Quatro Regras Básicas

Ligado a hermenêutica temos as quatro regras básicas. Estas regras têm como objetivo, melhorar a perícia que o discente adquiriu, e impulsioná-lo a desenvolver os seus próprios métodos de fazer hermenêutica bíblica.
Somatizamos nove métodos de estudo da Bíblia, que deverão incorporar todas as quatro regras básicas que seguem abaixo:

- (O) Observação: A observação fará o papel de detetive. Ela é o registro do que se pode ver num método adotado de estudo da Bíblia.

- (I) Interpretação: Faz o papel de promotor de decisão. A interpretação quer compreender o sentido daquilo que foi observado no estudo da Bíblia.

- (C) Correlação: Faz o papel de coordenador. A correlação quer relacionar o que está sendo estudado, com outras porções das Escrituras e dentro do próprio trecho em estudo.

- (A) Aplicação: Faz o papel de executor. A aplicação quer praticar na vida cristã diária o que foi estudado.

A hermenêutica fará sempre bom uso dos métodos, assim como das quatro regras básicas para um melhor desenvolvimento da própria hermenêutica. Elas caminham juntas e se torna mister conhecê-las com mais propriedade. Estaremos no decorrer das próximas semanas, estudando estes métodos e integrando-os ao precioso estudo da hermenêutica bíblica.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Lideranças Trocadas

Recentemente participei de uma palestra sobre comunicação e motivação. Os oradores foram apresentados com suas respectivas formações acadêmicas, o que pra variar, eram extensas e detalhadas. Depois de uma longa introdução, foi abordado como já esperado, o perfil do líder ideal. Não obstante, sobre a pertinente formação do líder e sua suposta evolução e desenvolvimento como tal. A grande maioria da platéia foi unânime em concordar que o líder não nasce pronto, mas é construído pela história de vida e esforço pessoal, e, que todos são substituíveis.

Resolvi então, pensar hermeneuticamente sobre a questão, e me encontrei distante do restante da palestra, uma vez que mergulhei em reflexões na bendita e santa palavra de Deus, analisando os líderes da Bíblia e seus feitos. Fiquei perplexo com meus próprios pensamentos, quando me deparei com alguns personagens. Já de início refleti sobre Moisés e fiquei tentando imaginar quem poderia substituí-lo naquela árdua tarefa, ao qual o próprio Deus o designou. Após algum tempo de reflexão e já rascunhando um provável artigo, pensei que os únicos nomes a substituí-lo seria Coré, ou Arão. Coré, porém, demonstrou não ter maturidade e amor pela missão, se rebelou e encontrou o soldo pelo seu comportamento. Já Arão, andou ao lado de Moisés e aprendeu com ele no período do êxodo, além do favorável fato, de ser irmão de Moisés. Sem dúvida seria um ótimo candidato, porém, durante a ausência de Moisés, por um curto período de quarenta dias, o acampamento de Israel virou um caos, Arão não teve a firmeza de Moisés, e os liderados caíram em opróbrio.

Considerei finalmente que não houve um líder a altura de Moisés, sua liderança foi inigualável. Tentei pensar em outros nomes, logo minha mente recrutava vários, entre eles Abraão, Davi e o apóstolo Paulo. Resolvi refletir sobre Paulo, sobre quem poderia substituir a sua liderança, Paulo teve audácia para enfrentar não apenas os inimigos do Evangelho de Jesus, mas também os amigos. Foi preciso reunir um concílio em Jerusalém com os demais apóstolos para confrontá-los com situações muito complicadas. Pedro, Tiago e João, o pelotão de elite dos apóstolos foram convencidos por Paulo sobre suas conclusões a respeito do evangelho de Jesus para os gentios. A visão do cristianismo esta sendo distorcida pela forte influência do judaísmo, e Paulo desenformou esta questão, o confronto com Pedro não deve ter sido nada fácil, sem dúvida, Paulo foi único.

Gostaria de dialeticar com meus leitores o seguinte pressuposto: Por que Pedro não foi escolhido para esta missão? Ou Tiago ou João? Estes homens sempre apontaram para as características de um grande líder e realmente foram. Jesus preferiu Paulo, sua liderança reunia características únicas que moldadas pelo poder do Espírito Santo, fez dele um homem ímpar.

Quase no final da palestra, cerca de duas horas, terminei meu esboço concluindo em minhas considerações o que agora compartilho com meus leitores: Há um tipo de liderança que é única, não é possível substituí-la. Todos poderão melhorar é verdade, mas jamais encontraremos outro Moisés, outro Abraão ou Davi. E é por este motivo que a epístola aos Hebreus declara que homens como estes, mesmo depois de mortos ainda falam. Creio que alguns de nós, também somos únicos. Deus seja louvado pela sua onisciência.