sábado, 31 de outubro de 2009

Saudade dos Profetas

O estudo dos livros proféticos e sumariamente dos próprios profetas é extremamente inspirador. Dedicando um pouco de tempo ao estudo destes extraordinários homens de Deus, nos desperta um intrínseco sentimento de que eles são nossos amigos; é como se tivéssemos outrora vivido com eles e presenciado seus clamores. O entendimento hermenêutico destes homens leva-nos a conhecê-los e entender algumas de suas angústias, fraquezas, mas, principalmente seus pontos fortes. Não obstante, todos eles se sobressaiam sobre o quesito “falar a verdade de Deus”. Diante de reis, príncipes, autoridades ou qualquer outra nomenclatura ou título, não importava, a verdade de Deus era sempre anunciada. Que saudade!

Hoje, se você quiser se relacionar bem, projetar um futuro eclesiástico positivo, ou acadêmico, ou ministerial... Cuidado! Não imite os profetas, melhor pegar leve, não vá declarando a Bíblia e a Palavra de Deus assim, tão diretamente, melhor pegar leve, afinal, todos querem chegar a algum lugar. O uso da sabedoria atual, regra que devemos ser zelosos em falar e apresentar o texto bíblico, afinal tal pessoa ocupa tal cargo e devemos pensar no favorecimento que um dia ela poderá nos trazer. Ah! Que bom que os profetas não pensavam assim... Bons tempos... Que saudade.

Tenho saudade dos homens que se preocupavam em proclamar o desejo de Deus, e não pensavam no que aquilo resultaria. Tenho saudade do primeiro e do último profeta, enfim... Se foram... Em raros momentos presenciamos uma atitude profética, ainda que isolada, vá lá. Conversando com um colega de trabalho, acertávamos algumas situações desajustadas. Muito nervoso, ele revela-me quantos inimigos eu já tinha, alguns pensavam em me bater, e num desabafo emocional, dizia-me que não seria bom eu acumular mais um. Recomendava-me a reunir este pessoal e pegar leve, melhor tomar cuidado com as palavras, disse-me ele. Ao declarar-me que possuía tantos inimigos, lembrei-me dos profetas, olhei para ele sinceramente com amor, e esbocei um leve sorriso de canto. Ah! Que saudade dos profetas.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

A Bíblia de Antes

Há uma regra hermenêutica que jamais mudará, a saber: "O texto bíblico de hoje, não esta dizendo nada além do texto bíblico de ontem". Aquilo que o autor bíblico pretendia dizer no passado, é exatamente aquilo que o Espírito quer nos dizer hoje. Não há uma nova interpretação, não existe um novo sentido no texto. Tudo esta igual aquilo que sempre foi. Hoje, ou antes, a Bíblia não mudou, o significado não mudou, o objetivo permanece o mesmo que sempre fora.
Deus continua igual e imutável, sua palavra não sofreu alteração, a Bíblia continua a mesma. Quando analisamos a hermenêutica de um texto da Bíblia, e compreendemos pelas regras e fundamentos o seu real sentido, ela significa o mesmo hoje. Entenda e pratique esta verdade. A Bíblia nunca mudará, porque ela é a palavra de Deus.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Trem

"Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus". João 3:16-18.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

O Que Jesus Faria?

Há poucos dias dialogava com um "colega", sobre as circunstâncias que envolvem o labor. Discutíamos sobre postura e sobre ética, e abordamos a reação, resultante da ação de indivíduos que circundam nosso dia a dia. Os problemas estarão sempre presentes, e a solução para eles precisam ser imediatas e sensatas. Foi nesse ínterim, que animosamente ele me indagou: "O que Jesus faria"? Antes que eu respondesse, percebi que ele havia se emocionado com sua própria colocação, e ficou notório que por pouco não desceu em lágrimas. Diante do exposto, entendi que o melhor para o momento seria ficar em silêncio, e assim o fiz. Ouvi atentamente suas considerações e guardei-as no coração.

Percebi naquele momento, que comentários hermenêuticos poderiam tirar do meu "colega", fatores extremamentes positivos, o que me levou a calar, mas hoje, resolvi escrever sobre o assunto. O que Jesus Faria? Foi a pergunta embargada na emoção, de um coração que creio, tenha sido sincero. Esta indagação afirmativa remeteu-me diretamente para os textos da Bíblia, e compartilho hoje, o que no dia apenas pensei.

Passei a buscar na memória passagens como Marcos 8:33, onde Jesus chama Pedro de Satanás, e lhe faz séria advertência. Minha mente me remeteu a Mateus 23:27, quando Jesus expõe diante de todos a hipocrisia dos fariseus e escribas. E ainda no verso 33 do mesmo capítulo onde Jesus os chama de "serpentes e raça de víboras", e faz uma pergunta retórica: "Como escapareis da condenação do inferno"? Ainda pensando deparei-me com João 2:4, onde Jesus repreende sua mãe e a faz entender que antes dela, Ele já era.

A hermenêutica é incansável e extremamente dinâmica, e diante destes pressupostos, que somatizam uma pequena porção de muitas outras situações onde Jesus fez algo, responderia ao meu distinto "colega" que Jesus faria exatamente aquilo que Ele, na sua soberania fez e faz, denunciaria os infratores, corruptos, hipócritas, diabos e toda espécie que se assemelham a estas coisas. Jesus não se calaria diante dos maus, dos manipuladores da fé, das pessoas, e dos assistentes de Satanás.

O que Jesus faria? O que Ele sempre fez. Leia a Bíblia.